Câncer de Estômago

O câncer de estômago (também denominado câncer gástrico) é um tipo de tumor maligno do estômago. O câncer de estômago se apresenta, sob a forma de três tipos diferentes de células: o adenocarcinoma, responsável por 95% dos tumores gástricos, o linfoma (3% dos casos) e os tumores do estroma gastrointestinal (GISTs) .

A maior parte dos casos ocorre em homens, por volta dos 70 anos de idade, mas pode ocorrer inclusive em indivíduos jovens .

O maior número de casos de câncer de estômago ocorre no Japão, onde encontramos 780 casos por 100.000 habitantes.


Vários estudos têm demonstrado que a dieta é um fator importante no aparecimento do câncer de estômago. 

A anemia perniciosa, as lesões pré-cancerosas como a gastrite atrófica e metaplasia intestinal podem ter fortes relações com o aparecimento desta neoplasia

Pessoas fumantes, que ingerem bebidas alcoólicas ou que já tenham sido submetidas a operações no estômago por doenças benignas também têm maior probabilidade de desenvolver este tipo de câncer.



Não há sintomas específicos do câncer de estômago. Porém, algumas características como perda de peso, perda do apetite, fadiga, sensação de plenitude gástrica, vômitos, náuseas e desconforto abdominal persistente podem indicar uma doença benigna ou mesmo o câncer de estômago.

Um número elevado de casos de câncer de estômago é diagnosticado em estágio avançado devido aos sintomas vagos e não específicos. Atualmente o exame mais realizado para a detecção do cancer gástrico é a endoscopia digestiva alta, que  permite a visualização da lesão, a realização de biópsias para  avaliação do tipo celular da mesma. Através da ultrassonografia endoscópica é possível avaliar o comprometimento do tumor na parede gástrica, a propagação a estruturas adjacentes e os linfonodos.




O tratamento cirúrgico é a principal alternativa terapêutica para o câncer de estômago. A cirurgia de ressecção (gastrectomias) de parte ou de todo o estômago associada à retirada de linfonodos, além de permitir ao paciente um alívio dos sintomas, é a única chance de cura.

Neste ponto é muito importante a experiência do cirurgião com o tratamento desta doença. O melhor resultado  é obtido com cirurgias em que são retiradas grandes quantidades de gânglios, permitindo a retirada de células potencialmente contaminadas com o cancer.

Em casos selecionados a cirurgia pode ser realizada por via laparoscópica ou mesmo robótica.

 A radioterapia e a quimioterapia são considerados tratamentos secundários que associados à cirurgia podem determinar melhor resposta ao tratamento.
 


Dr. Rodrigo Biscuolla Garcia

CRM 117262

Médico graduado pela Faculdade de Ciências Médicas de Santos, com Residência Médica em Cirurgia geral e Cirurgia do Aparelho digestivo pelo Hospital do Servidor Municipal de São Paulo. Membro titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Laparoscópica e da Sociedade Brasileira de Hérnia e da Americas Hernia Society.

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